terça-feira, 7 de agosto de 2018

Inspeção Interna

A inspeção interna, trata-se de inspeção do equipamento, paralisado, desmontado e/ou aberto para avaliação interna, de suas características. Pode-se analisar, dejetos, processos de corrosão, trincas, ou seja, qualquer anomalia visível ao olho ou podendo ser aplicado ensaios não destrutivos para identificar descontinuidades.

Existem diversos tipos de equipamentos, alguns possuem tamanho suficiente para que uma pessoa entre e realize a inspeção interna. Neste caso, pode ser utilizado algumas técnicas de inspeção, como o ensaio visual, juntamente com a utilização de métodos não destrutivos.

No caso de uma inspeção interna, além do ensaio visual, normalmente é realizada a medição de espessura por ultrassom das chapas do equipamento, para saber se o mesmo sofreu perda de espessura ao longo de sua operação. A medição da espessura também pode ser realizada através da inspeção externa, desde que o equipamento não possua isolamento térmico.

Também existem outros ensaios que podem ser aplicados, como: Líquido Penetrante, Partículas magnéticas, Caixa de vácuo entre outros. Tudo vai depender do estado do equipamento e se possui algum indício de defeito para utilizar os ensaios acima.

Para equipamentos de pequeno porte, onde não é possível acessar, possui a inspeção pelo ensaio de endoscopia.


A inspeção por endoscopia captura as imagens através de uma câmera inserida no equipamento, apresentando-as em um monitor com imagens internas e que podem ser arquivadas para análise e comparações futuras, por se tratar de uma técnica bastante utilizada para a realização de exame interno de tubos e equipamentos que não possui acesso interno, com rapidez na execução, confiabilidade e armazenamento de registro.




É muito importante realizar a inspeção interna, para saber qual a situação do equipamento, se possui corrosão, algum acessório com problema, a situação das soldas e das conexões. Além disso é recomendado por norma a realização dessas inspeções. Dependendo de qual norma o equipamento se enquadra, possui um determinado prazo para a inspeção.

A STD realiza consultoria de inspeção a mais de 22 anos. As inspeções são executadas e supervisionadas por engenheiros e técnicos altamente qualificados, utilizando equipamentos e ferramentas de última geração.  

Em caso de dúvidas entre em contato conosco!

domingo, 22 de julho de 2018

NR-12

Esta norma regulamentadora e seus anexos definem referências técnicas, princípios fundamentais e medidas de proteção para garantir a saúde e integridade física dos trabalhadores e estabelecer requisitos mínimos para a prevenção de acidentes e doenças do trabalho nas fases de projeto e utilização de máquinas e equipamentos de todos os tipos.        


As disposições desta Norma referem-se a máquinas e equipamentos novos e usados, exceto nos itens em que houver menção específica quanto à sua aplicabilidade.
Nos locais de instalação de máquinas e equipamentos, as áreas de circulação devem ser devidamente demarcadas e em conformidade com as normas técnicas oficiais.

As áreas de circulação devem ser mantidas permanentemente desobstruídas.
Os materiais em utilização no processo produtivo devem ser alocados em áreas especificas de armazenamento, devidamente demarcadas com faixas na cor indicada pelas normas técnicas oficiais ou sinalizadas quando se tratar de áreas externas.

Os espos ao redor das máquinas e equipamentos devem ser adequados ao seu tipo e ao   tipo de operação, de forma a prevenir a ocorrência de acidentes e doenças relacionados ao trabalho.
A distância mínima entre máquinas, em conformidade com suas características e aplicações, deve garantir a segurança dos trabalhadores durante sua operação, manutenção, ajuste, limpeza e inspeção, e permitir a movimentação dos segmentos corporais, em face da natureza da tarefa.
Os pisos dos locais de trabalho onde se instalam máquinas e equipamentos e das áreas de circulação devem:

a) ser mantidos limpos e livres de objetos, ferramentas e quaisquer materiais que ofereçam riscos de acidentes;

b) ter características de modo a prevenir riscos provenientes de graxas, óleos e outras substâncias e materiais que os tornem escorregadios;

c) ser nivelados e resistentes às cargas a que estão sujeitos.
As máquinas e equipamentos devem ser projetados, construídos e mantidos com observância aos os seguintes aspectos:

a) atendimento da variabilidade das características antropométricas dos operadores;

b) respeito às exigências posturais, cognitivas, movimentos e esforços físicos demandados pelos operadores;

c) os componentes como monitores de vídeo, sinais e comandos, devem possibilitar a interação clara e precisa com o operador de forma a reduzir possibilidades de erros de interpretação ou retorno de informação;

d) os comandos e indicadores devem representar, sempre que possível, a direção do movimento e demais efeitos correspondentes;

e) os sistemas interativos, como ícones, símbolos e instruções devem ser coerentes em sua aparência e função;

f) favorecimento do desempenho e a confiabilidade das operações, com redução da probabilidade de falhas na operação;

g) redução da exigência de força, pressão, preensão, flexão, extensão ou torção dos segmentos corporais;

h) a iluminação deve ser adequada e ficar disponível em situações de emergência, quando exigido o ingresso em seu interior.


Os comandos das máquinas e equipamentos devem ser projetados, construídos e mantidos com observância aos seguintes aspectos:

a) localização e distância de forma a permitir manejo fácil e seguro;

b) instalação dos comandos mais utilizados em posições mais acessíveis ao operador;

c) visibilidade, identificação e sinalização que permita serem distinguíveis entre si;

d) instalação dos elementos de acionamento manual ou a pedal de forma a facilitar a execução da manobra levando em consideração as características biomecânicas e antropométricas dos operadores; e

e) garantia de manobras seguras e rápidas e proteção de forma a evitar movimentos involuntários.

Manutenção, inspeção, preparação, ajuste, reparo e limpeza. As máquinas e equipamentos devem ser submetidos à manutenção preventiva e corretiva, na forma e periodicidade determinada pelo fabricante, conforme as normas técnicas oficiais nacionais vigentes e, na falta destas, as normas técnicas internacionais.

As manutenções preventivas com potencial de causar acidentes do trabalho devem ser objeto de planejamento e gerenciamento efetuado por profissional legalmente habilitado.
As zonas de perigo das máquinas e equipamentos devem possuir sistemas de segurança, caracterizados por proteções fixas, proteções móveis e dispositivos de segurança interligados, que garantam proteção à saúde e à integridade física dos trabalhadores.


O registro das manutenções deve ficar disponível aos trabalhadores envolvidos na operação, manutenção e reparos, bem como à Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA, ao Serviço de Segurança e Medicina do Trabalho - SESMT e à fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego.

A manutenção, inspeção, reparos, limpeza, ajuste e outras intervenções que se fizerem necessárias devem ser executadas por profissionais capacitados, qualificados ou legalmente habilitados, formalmente autorizados pelo empregador, com as máquinas e equipamentos parados.

Para situações especiais de regulagem, ajuste, limpeza, pesquisa de defeitos e inconformidades, em que não seja possível o cumprimento das condições estabelecidas no item 12.113, e em outras situações que impliquem a redução do nível de segurança das máquinas e equipamentos e houver necessidade de acesso às zonas de perigo.

O empregador deve manter inventário atualizado das máquinas e equipamentos com identificação por tipo, capacidade, sistemas de segurança e localização com representação esquemática, elaborado por profissional qualificado ou legalmente habilitado

As máquinas e equipamentos, bem como as instalações em que se encontram, devem possuir sinalização de segurança para advertir os trabalhadores e terceiros sobre os riscos a que estão expostos, as instruções de operação e manutenção e outras informações necessárias para garantir a integridade física e a saúde dos trabalhadores.


Os trabalhadores envolvidos na operação, manutenção, inspeção e demais intervenções em  máquinas e equipamentos devem receber capacitação providenciada pelo empregador e  compatível com suas funções, que aborde os riscos a que estão expostos e as medidas de  proteção existentes e necessárias, nos termos da Norma, para a prevenção de acidentes e doenças.



Disponivel em: http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr12.htm#Princ%C3%ADpios_Gerais_

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Parada Preventiva e Inspeção

Equipamento em operação necessita de atenção constante. Para minimizar problemas no momento da operação, é preciso pensar sempre à frente e realizar paradas preventivas. Nesta parada, a inspeção caso esteja vencida, é de extrema importância. Além das inspeções, é necessário executar as recomendações da inspeção.

As inspeções realizadas pela STD são executadas e supervisionadas por engenheiros e técnicos altamente qualificados, utilizando equipamentos e ferramentas de ultima geração.

quinta-feira, 31 de maio de 2018

NR 35


Porque colocar a NR 35 em prática? As quedas de alturas são uma das causas mais comuns em acidentes mortais no local de trabalho no setor da construção civil.
Tanto como o seu impacto humano, financeiro, econômico, o custo humano destes acidentes não é aceitável: as quedas provocam acidentes mortais e uma vasta gama de lesões graves, desde, em certos casos, a perda total da mobilidade (tetraplégica) a toda uma série de limitações e incapacidades parciais, que limitam a reintegração dos trabalhadores com esses problemas no mundo laboral e acarretam uma perda substancial de rendimentos.

O treinamento é uma ferramenta que atua na área do conhecimento trazendo a tona os riscos e medidas preventivas necessárias, e seu objetivo é eliminar os acidentes.

Responsabilidades sobre a NR 35 Empregador Segundo a norma regulamentadora 35 – item 35.2.1 – Cabe ao empregador:

a) Garantir a implementação das medidas de proteção estabelecidas nesta Norma;

b) Assegurar a realização da Análise de Risco – AR e, quando aplicável, a emissão da Permissão de Trabalho – PT;

c) Desenvolver procedimento operacional para as atividades rotineiras de trabalho em altura;

d) Assegurar a realização de avaliação prévia das condições no local do trabalho em altura, pelo estudo, planejamento e implementação das ações e das medidas complementares de segurança aplicáveis;

e) Adotar as providências necessárias para acompanhar o cumprimento das medidas de proteção estabelecidas nesta Norma pelas empresas contratadas;

f) Garantir aos trabalhadores informações atualizadas sobre os riscos e as medidas de controle;

g) Garantir que qualquer trabalho em altura só se inicie depois de adotadas as medidas de proteção definidas nesta Norma;

h) Assegurar a suspensão dos trabalhos em altura quando verificar situação ou condição de risco não prevista, cuja eliminação ou neutralização imediata não seja possível;

i) Estabelecer uma sistemática de autorização dos trabalhadores para trabalho em altura;

j) Assegurar que todo trabalho em altura seja realizado sob supervisão, cuja forma será definida pela análise de riscos de acordo com as peculiaridades da atividade;

k) Assegurar a organização e o arquivamento da documentação prevista nesta Norma.

Trabalhadores Já relativo aos trabalhadores, a NR 35 – item 35.2.2- estabelece que, cabe a eles:

a) Cumprir as disposições legais e regulamentares sobre trabalho em altura, inclusive os procedimentos expedidos pelo empregador;

b) Colaborar com o empregador na implementação das disposições contidas nesta Norma;

c) Interromper suas atividades exercendo o direito de recusa, sempre que constatarem evidências de riscos graves e iminentes para sua segurança e saúde ou a de outras pessoas, comunicando imediatamente o fato a seu superior hierárquico, que diligenciará as medidas cabíveis;

d) Zelar pela sua segurança e saúde e a de outras pessoas que possam ser afetadas por suas ações ou omissões no trabalho.

Disponivel em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Norma_Regulamentadora
Disponivel em: http://www.stdengenharia.com.br/biblioteca.html

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Ensaio Não Destrutivo

Os ensaios não destrutivos são técnicas altamente valiosas, uma vez que permitem o controle das propriedades dos materiais, com economia de tempo e dinheiro, e permitem que o material testado volte intacto para o local de trabalho após a inspeção. Métodos comuns de END incluem ultra-som, partículas magnéticas, líquido penetrante, radiografia e ensaios por correntes de Foucault (correntes parasitas). END são uma ferramentas comumente usada em engenharia forense, engenharia mecânica, engenharia elétrica, engenharia civil, sistemas de engenharia, engenharia aeronáutica, medicina e arte.
Abaixo vamos falar um pouco dos mais populares ensaios não destrutivos.

Líquido Penetrante

O Líquido penetrante é um teste utilizado para detecção de descontinuidades superficiais de materiais isentos de porosidade. O LP também é utilizado para detecção de vazamentos em tubos, tanques, soldas e componentes.
O liquido tem a capacidade de entrar e após limpeza e aplicação de revelador (talco) vai evidenciar qualquer descontinuidade do objeto, trincas, grotas, revenimento, costuras, laminações, fadigas de material, corrosão, etc.

Este processo se da pelo fenômeno da capilaridade que é a penetração do liquido em áreas extremamente pequenas, sendo assim, pode ser altamente influenciado pelo estado de limpeza do objeto inspecionado, prejudicando a que se destina.


Ultrassom

O teste por meio ultrassom é considerado um ensaio não destrutivo, onde o feixe de ultrassom é introduzido no material. Este teste é utilizado para verificação de descontinuidades no interior de pecas metálicas, plásticas e cerâmicas e para a medida de espessura. Trata-se de um procedimento cuja interpretação de resultados é extremamente difícil. Com ele conseguimos identificar qualquer descontinuidade, superficial, sub-superficial e interna.
Os profissionais que aplicam este teste tem formação especifica, onde a carga horária de aula e pratica de anos de experiência contam para poderem se atualizar e galgar os próximos níveis de aplicação do ensaio por meio de ultrassom. Atualmente existem 03 níveis de profissionais, níveis que possuem subníveis também.













Teste de Estanqueidade

A palavra estanqueidade é um neologismo, refere-se a algo que não vaza. Este teste é feito com a pressurização dos equipamentos com ar e visa detectar vazamentos. Um teste comum de estanqueidade praticado por todos, é a verificação de vazamento de gás GLP com o uso de agua e sabão.

Ensaio de Caixa de Vácuo

A caixa de vácuo e um equipamento utilizado para realização de ensaio não destrutivo, cuja função e identificar vazamentos. Normalmente aplicado em fundo de tanques de armazenamento na região de soldas e junções.


 
Ensaio Visual Externa

É um método de inspeção bem comum, feito através da pura observação, podendo-se utilizar ferramentas como lupas, microscópios, réguas, gabaritos e etc. Serve para avaliar as condições externas da instalação, determinação de tamanho, forma, acabamento, ajustes, existências de trincas, poros, existência de corrosão, pintura, entre outros.




Disponivel em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ensaio_n%C3%A3o_destrutivo
 Disponivel em: http://www.stdengenharia.com.br/biblioteca.html