quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Ensaio Destrutivo

Ensaio destrutivo são aqueles que deixam algum sinal na peça ou corpo de prova submetido ao ensaio, mesmo que estes não fiquem inutilizados.

No ensaio de tração por exemplo, que é um dos métodos mais comuns de ensaios mecânicos destrutivos, utilizado para determinar o módulo de Young de um material, o corpo de prova sofre uma tensão que tende a alongá-lo ou esticá-lo até que ocorra a fratura. O equipamento utilizado neste ensaio é chamado de extensômetro.

Muitos outros tipos de ensaios destrutivos ainda são comumente utilizados, porém a possibilidade de realização mediante um ensaio não destrutivo onde o material em questão não sofra nenhum tipo de dano e, portanto, possa ser reutilizado normalmente desperta grande interesse, levando-se em consideração vantagens como economia de tempo e dinheiro, facilidade de execução, precisão nas medidas, dentre outras.

CLASSIFICAÇÃO DOS ENSAIOS MECÂNICOS DESTRUTIVOS

Os ensaios mecânicos destrutivos mais utilizados são classificados da seguinte forma:

Tração: mensura a deformação na direção do esforço aplicado (alongamento), exibindo a relação tensão-deformação.

Compressão: semelhante ao ensaio de tração, este é mais utilizado para materiais frágeis (ferro fundido, por exemplo).

Dureza: identifica a resistência do material à penetração, ação do risco, corte, abrasão e absorção de energia com aplicação de cargas dinâmicas. Em linhas gerais, sua resistência à deformação plástica.

Dobramento e flexão: avalia a maleabilidade do material, sendo que a deformação elástica indica a flexão e a plástica, o dobramento.

O uso dos ensaios mecânicos destrutivos como etapa do desenvolvimento de um produto é fundamental para a escolha das melhores matérias-primas. Por isso, é possível solicitar ao laboratório um ensaio sob medida.

Serão citados a seguir os mais precisos e usados hoje na indústria.

Ensaio de Tração

O ensaio de tração consiste em submeter o material a um esforço axial que tende a alongá-lo até a ruptura. Este ensaio permite conhecer como os materiais reagem ao esforço de tração, quais os limites de tração que suportam e a partir de que momento se rompem.

É realizado em máquinas de ensaio que aplicam uma força axial no corpo de prova, fazendo com que se deforme até sua ruptura.

Nestas máquinas a força aplicada e a deformação obtida são registradas para a confecção do Diagrama Tensão-Deformação.

Propriedades Avaliadas:

•Alongamento: Deformação de um corpo de prova (aumento do seucomprimento com diminuição da área da seção transversal) devido a aplicação de uma força axial.

•Estricção: Redução percentual da área da seção transversal do corpo de prova na região onde se localiza a ruptura. A estricção determina a ductibilidade do material. Quanto maior for a estricção, mais dúctil será o material.

•Deformação elástica: A deformação plástica não é permanente. Uma vez cessado os esforços, o material volta à sua forma original.

•Deformação plástica: A deformação plástica é permanente. Uma vez cessado os esforços, o material recupera a deformação elástica, mas fica com uma deformação residual plástica, não voltando mais à sua forma original.

•Limite de Proporcionalidade: Até este limite o material obedece a Lei de Hooke, onde suas deformações são diretamente proporcionais às tensões aplicadas.

•Limite Elástico: Tensão limite para a qual o material deixa de comportar de forma elástica.


Ensaio Por Compreensão

Nos ensaios de compressão, os corpos de prova são submetidos a uma força axial para dentro, distribuída de modo uniforme em toda a seção transversal do corpo de prova.

Do mesmo modo que o ensaio de tração, o ensaio de compressão pode ser executado na máquina universal de ensaios, com a adaptação de duas placas lisas - uma fixa e outra móvel. É entre elas que o corpo de prova é apoiado e mantido firme durante a compressão.

O ensaio de compressão não é muito utilizado para os metais em razão dasdificuldades para medir as propriedades avaliadas neste tipo de ensaio.

Os valores numéricos são de difícil verificação, podendo levar a erros.

Um problema que sempre ocorre no ensaio de compressão é o atrito entreo corpo de prova e as placas da máquina de ensaio.

Ensaio de torção

O ensaio de torção é de execução relativamente simples, porém para obteras propriedades do material ensaiado são necessários cálculos matemáticos complexos.

A torção é diferente da compressão, da tração e do cisalhamento porque nestes casos o esforço é aplicado no sentido longitudinal ou transversal, e na torção o esforço é aplicado no sentido de rotação. Como na torção uma parte do material está sendo tracionada e outra parte comprimida, em casos de rotina podemos usar os dados do ensaio de tração para prever como o material ensaiado se comportará quando sujeito a torção.

Disponivel em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ensaio_destrutivo

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Inspeção de Integridade de Tanques

A STD é uma das únicas empresas do Brasil a executar um programa de gestão de integridade de tanques de armazenamento. 

O programa de Integridade de Tanques – PIT, é uma ferramenta gerencial que pontua, avalia e monitora as características e condições operacionais de um tanque, tendo como principal objetivo identificar possíveis riscos e prover medidas que possam amenizar e/ou extinguir danos de qualquer natureza.

São mais de 12 anos gerenciando tanques ao longo do território brasileiro para uma das maiores empresas do mundo, entre outras, na área de combustíveis e derivados. 

A equipe STD-PIT é formada por engenheiros, inspetores qualificados para aplicação dos códigos API 650, 653, EEMUA 159 e as diversas NBR’s relacionadas. Esta equipe vem garantindo a excelência nesta operação, gerando controle, segurança e economicidade aos nossos clientes. 

Estas inspeções visam garantir de forma eficaz a integridade dos Tanques bem como buscar, sempre, saúde e respeito ao meio ambiente. 

Com pleno conhecimento dos processos de fabricação, montagem, manutenção e inspeção de tanque, nos mantemos altamente qualificados para a emissão de laudos de integridade e comissionamento de tanques e suas instalações, sendo que somos referência no atendimento à condicionantes de órgãos fiscalizadores, como ANP, CETESB, entre outros. 

Além do Programa PIT (Programa de Integridade de Tanques) também realizamos o mesmo trabalho em dutos e tubulações diversas. 

PID - Programa de Integridade de Dutos 

O programa de Integridade de Dutos – PID, assim como o programa de integridade de tanques, trata-se de uma ferramenta gerencial que pontua, avalia e monitora as características e condições operacionais de linhas de dutos, tendo como principal objetivo identificar possíveis riscos e prover medidas que possam amenizar e/ou extinguir danos de qualquer natureza. 

Líder no segmento da gestão de ativos (Tanques e Dutos) a STD mantém uma equipe exclusiva, especializada e devidamente qualificada composta por engenheiros e inspetores. 

Disponível em: http://www.stdengenharia.com.br/consultoria.html

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Inspeção de Equipamentos

A STD engenharia já realizou mais de 20.000 inspeções em vasos de pressão. Possuímos uma equipe formada por técnicos e engenheiros altamente qualificados e equipamentos de última geração. Toda equipe está habilitada para executar inspeções em espaços confinados (NR-33) e altura (NR-18), inclusive utilizando técnica de rapel, sempre atendendo todas as questões de segurança fazendo
uso dos EPI’s adequados (NR-06).

Destacamos os serviços de elaboração de prontuários por vaso, cálculos de projeto, PMTA, fotos, desenhos técnicos, projetos de instalação, entre outros documentos e atividades pertinentes.


Alguns equipamentos inspecionados:

Permutador de calor;

Evaporador;

Panela de cocção;

Autoclave;

Condensador;

Tanque de expansão;

Filtro;

Reservatório de GLP;

Reservatório criogênico;

Reservatório de ar comprimido;

Reator;

Cilindro secador de maquina de papel;

Aquecedor de fluido térmico – refervedor;

Digestor;

Torres.

Na inspeção de Caldeiras são observadas todas as questões que envolvam a integridade da Caldeira, região mais crítica existência ou não de trincas, fissuras, rupturas ou algo que possa trazer risco. Avaliação do estado da caldeira após ser submetida a inúmeras horas de trabalho e variações cíclicas. Verificação da necessidade de reparos ou coexistência controlada com danos existentes.

Respeitando as exigências da NR-13, elaboramos, quando necessário, projetos de instalação e disponibilizamos um prontuário por caldeira.


Ensaios mais comuns:

Ultrasson

Líquido penetrante

Teste Hidrostático

Medição de Espessura

Ensaios não Destrutivos

Inspeção Visual Interna

Inspeção Visual Externa

Inspeção através de Câmera Endoscópica


Disponível em: http://www.stdengenharia.com.br/vasos-de-pressao.html

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Inspeção Offshore

Com o crescimento do setor de Offshore (plataforma petrolífera) no Brasil, a STD iniciou seus trabalhos em embarcações e plataformas de petróleo, executando os serviços de inspeção para a adequação as normas vigentes no país, mais especificamente a NR-13.

Possuímos uma equipe especializada, qualificada e dedicada exclusivamente na execução de serviços nos ambientes Navio e Plataforma.

Esta equipe é formada por engenheiros, inspetores e técnicos em END – Ensaios Não Destrutivos altamente qualificados, treinados para operar embarcados.

São mais de 1.500 vasos de pressão inspecionados em embarcações localizadas na China, Coreia, África do Sul e costa Brasileira. Além das inspeções em caldeiras, a calibração de válvulas de segurança e manômetros, sempre de forma rastreável a fim de garantir o atendimento a qualquer norma vigente no Brasil.

O que se define: Uma plataforma petrolífera pode ser de duas maneiras, em terra firme recebe o nome de plataforma "on-shore" e no mar recebe o nome de plataforma "off-shore" e é uma grande estrutura usada na perfuração em alto mar para abrigar trabalhadores e as máquinas necessárias para a perfuração de poços no leito do oceano para a extração de petróleo e/ou gás natural, processando os fluidos extraídos e levando os produtos, de navio, até a costa. Dependendo das circunstâncias, a plataforma pode ser fixada ao solo marinho, pode consistir de uma ilha artificial ou pode flutuar.

Plataformas fixas têm sido as preferidas nos campos localizados em lâminas d'água de até 300 metros. Geralmente as plataformas fixas são constituídas de estruturas modulares de aço, instaladas no local de operação sob estruturas chamadas jaquetas, presas com estacas cravadas no fundo do mar. As plataformas fixas são projetadas para receber todos os equipamentos de perfuração, estocagem de materiais, alojamento de pessoal, bem como todas as instalações necessárias para a produção dos poços. Não tem capacidade de estocagem de petróleo ou gás, tendo o mesmo que ser enviado para a terra através de oleodutos e gasodutos.

Plataformas autoelevatórias ou Autoeleváveis (Jack-up rig)

São constituídas basicamente de uma balsa equipada com estrutura de apoio, ou pernas, que, acionadas mecânica ou hidraulicamente, movimentam-se para baixo até atingirem o fundo do mar.

Em seguida, inicia-se a elevação da plataforma acima do nível da água, a uma altura segura e fora da ação das ondas. Essas plataformas são móveis, sendo transportadas por rebocadores ou por propulsão própria. Destinam-se à perfuração de poços exploratórios na plataforma continental, em lâminas d`água que variam de 5 a 130 metros.

Plataforma de pernas atirantadas (Tension-Leg Plataform - TLP)

São unidades flutuantes utilizadas para a produção de petróleo. Sua estrutura é bastante semelhante à da plataforma semissubmersível. Porém, sua ancoragem ao fundo mar é diferente: as TLPs são ancoradas por estruturas tubulares, com os tendões fixos ao fundo do mar por estacas e mantidos esticados pelo excesso de flutuação da plataforma, o que reduz severamente os movimentos da mesma.

Desta forma, as operações de perfuração, completação e produção das TLPs são semelhantes às executadas em plataformas fixas.

Plataformas Semissubmersíveis (Semi-Sub Plataform)

São compostas de uma estrutura de um ou mais conveses, apoiada em flutuadores submersos. Uma unidade flutuante sofre movimentações devido à ação das ondas, correntes e ventos, com possibilidade de danificar os equipamentos a serem descidos no poço. Por isso, torna-se necessário que ela fique posicionada na superfície do mar, dentro de um círculo com raio de tolerância ditado pelos equipamentos de subsuperfície. Dois tipos de sistema são responsáveis pelo posicionamento da unidade flutuante: o sistema de ancoragem e o sistema de posicionamento dinâmico.

O sistema de ancoragem é constituído de 8 a 12 âncoras e cabos e/ou correntes, atuando como molas que produzem esforços capazes de restaurar a posição do flutuante quando é modificada pela ação das ondas, ventos e correntes.

No sistema de posicionamento dinâmico, não existe ligação física da plataforma com o fundo do mar, exceto a dos equipamentos de perfuração. Sensores acústicos determinam a deriva, e propulsores no casco acionados por computador restauram a posição da plataforma.

As plataformas semissubmersíveis podem ou não ter propulsão própria. De qualquer forma, apresentam grande mobilidade, sendo as preferidas para a perfuração de poços exploratórios.

Navios-sonda

É um navio projetado para a perfuração de poços submarinos. Sua torre de perfuração localiza-se no centro do navio, onde uma abertura no casco permite a passagem da coluna de perfuração. O sistema de posicionamento do navio-sonda, composto por sensores acústicos, propulsores e computadores, anula os efeitos do vento, ondas e correntes que tendem a deslocar o navio de sua posição.

Sistemas flutuantes de produção (FPS - Floating Production Systems)

São navios, em geral de grande porte, com capacidade para produzir, processar e/ou armazenar petróleo e gás natural, estando ancorados em um local definido. Em seus conveses, são instaladas plantas de processo para separar e tratar os fluidos produzidos pelos poços. Depois de separado da água e do gás, o petróleo produzido pode ser armazenado nos tanques do próprio navio e/ou transferido para terra através de navios aliviadores ou oleodutos.

O gás comprimido é enviado para terra através de gasodutos e/ou reinjetado no reservatório. Hoje temos um novo conceito de FPSO que é uma plataforma com formato circular, este formato é revolucionário, pois traz maior estabilidade e menor custo de construção podendo assim viabilizar campos petrolíferos de baixa produção em águas profundas ou em ambientes oceânicos severos, essas plataformas podem ser ancoradas ou com sistema DP(Dynamic Positioning) onde ela dispensa o sistema tradicional de ancoragem permanecendo estacionária através do uso de propulsores comandados por computadores e usando informações de posição através de sistemas GPS. Esse projeto foi concebido e realizado pela empresa norueguesa de projetos Sevan Marine.

A primeira plataforma construída segundo esse projeto é o FPSO Sevan Piranema, cujo casco foi montado na China no estaleiro Yantai-Raffles, e o término da sua construção foi feita no estaleiro Kèppel Verolme na Holanda. Essa plataforma opera no campo de Piranema no estado brasileiro de Sergipe, capital Aracaju, desde meados do ano de 2007.


Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Plataforma_petrol%C3%ADfera
http://www.stdengenharia.com.br/offshore.html

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Explosão em caldeira de Biodiesel


A STD Standard Engenharia lamenta profundamente o evento ocorrido em uma indústria no interior de São Paulo, na cidade de Charqueada, em 09 de outubro de 2018 que deixou um ferido e três mortos em função do acidente relacionado a explosão de uma caldeira. O relato é de que no momento da explosão por volta de 60 funcionários estavam recolhidos em atividade em outra área de maneira que este incidente poderia ter tido dimensões maiores.

O caso segue com a devida atenção na apuração dos motivos do evento. O ambiente industrial ainda que na maior parte das vezes repleto de procedimentos e sistemas de segurança é ambiente de risco.

Reforçamos, mais uma vez, a importância de se manter em dia as inspeções das caldeiras, bem como todo o treinamento necessário aos operadores e envolvidos no processo. É necessário também o devido preenchimento do livro de registro, informando todas as inspeções, manutenções, intervenções, entre demais ocorrências com as caldeiras. O projeto de instalação, informando, entre outros, rota de fuga e pontos do sistema de combate à incêndio são importantes a fim de orientar algumas medidas de segurança no caso de incidentes.

Infelizmente incidentes acontecem, porém cabe ao empregador, colaboradores e prestadores de serviços fazer o melhor para que as consequências do incidente sejam as menores possíveis.

https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2018/10/09/explosao-em-caldeira-de-biodiesel-deixa-3-mortos-e-um-ferido-em-charqueada.htm